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STJ passa a adotar “advogada” em crachás institucionais após pedido da OAB

  • 20.Mar.2026 - 10:00

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  • Redação - Víndice

STJ passa a adotar “advogada” em crachás institucionais após pedido da OAB

CONTEXTO

A discussão sobre linguagem institucional no sistema de justiça tem ganhado relevância, especialmente no que se refere à representação adequada de gênero. Na advocacia, a pauta se intensifica diante do crescimento da participação feminina na profissão, o que demanda adequações em práticas formais de identificação e tratamento.


O QUE ACONTECEU

O Superior Tribunal de Justiça passou a adotar a designação “advogada” nos crachás de acesso às suas dependências. A medida foi implementada após solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil, que defendeu a necessidade de adequação da identificação institucional às profissionais do sexo feminino.


FUNDAMENTOS JURÍDICOS

A iniciativa se alinha a princípios constitucionais como dignidade da pessoa humana e igualdade material. Também dialoga com políticas institucionais de inclusão e reconhecimento de identidade, especialmente no âmbito de órgãos públicos.

A linguagem administrativa, embora formal, possui impacto direto na forma como os sujeitos são reconhecidos pelo Estado.


PONTOS CONTROVERSOS

Embora a medida tenha caráter administrativo, há debates sobre o alcance de mudanças linguísticas no âmbito institucional. Alguns setores questionam a necessidade de diferenciação formal, enquanto outros defendem que a linguagem reflete e influencia estruturas sociais.


IMPACTO

No sistema de justiça, a medida sinaliza atenção a pautas de inclusão e representatividade. Para a advocacia, representa reconhecimento institucional da identidade profissional feminina. No plano simbólico, pode contribuir para maior sensação de pertencimento e acolhimento no ambiente jurídico.


ANÁLISE VÍNDICE

A adoção da designação “advogada” pelo Superior Tribunal de Justiça, a partir de provocação da Ordem dos Advogados do Brasil, reflete um movimento de atualização institucional alinhado a transformações sociais. Do ponto de vista jurídico, trata-se de medida administrativa simples, mas com efeitos simbólicos relevantes.

A linguagem institucional exerce função normativa indireta, ao moldar padrões de reconhecimento e interação dentro do sistema de justiça. A iniciativa não altera direitos ou deveres, mas reforça a adequação do aparato estatal à realidade socioprofissional contemporânea.

O caso evidencia que ajustes aparentemente formais podem ter impacto na percepção de legitimidade e inclusão nas instituições jurídicas.

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