STF e STJ

Presidente da OAB-SP pede apuração pela PGR sobre voos custeados por empresários e advogados com processos na Corte

  • 07.Abr.2026 - 16:06

  • /
  • Redação - Víndice

Presidente da OAB-SP pede apuração pela PGR sobre voos custeados por empresários e advogados com processos na Corte
A proposta inclui criar um código de conduta com regras para viagens, julgamentos e atuação pública dos ministros.

A defesa de investigação sobre o uso de jatinhos particulares por ministros do STF eleva o risco institucional e pode resultar na criação de regras formais de conduta para integrantes da Corte.

Contexto

O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, afirmou que ministros do Supremo que recebem caronas em aeronaves privadas devem ser “amplamente investigados”.

Segundo ele, a apuração caberia à Procuradoria-Geral da República, que teria permanecido sem manifestação pública sobre os casos divulgados pela imprensa envolvendo voos custeados por empresários e advogados com processos no STF.

Sica também mencionou que o Conselho Federal da OAB pretende discutir o tema com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para avaliar eventual encaminhamento institucional.

O dirigente afirmou ainda que a iniciativa não depende da presidência do Supremo, atualmente exercida por Edson Fachin, pois a investigação caberia à PGR.

Fundamentação Jurídica

O debate envolve possíveis enquadramentos em:

    •    princípios da administração pública (art. 37 da Constituição)

    •    dever de imparcialidade judicial

    •    regras de suspeição e impedimento (CPC arts. 144 e 145)

    •    normas de ética da magistratura (Resolução CNJ nº 305/2019 e Código de Ética da Magistratura)

A OAB-SP encaminhou proposta de resolução com 12 artigos de conduta para ministros do STF, incluindo:

    •    proibição de voos privados custeados por terceiros

    •    restrição a julgamentos envolvendo parentes

    •    vedação a manifestações político-partidárias

    •    limitações à exploração de instituições de ensino

Desdobramentos Possíveis

Se houver investigação:

    •    abertura de procedimento na PGR

    •    análise de eventual conflito de interesses

    •    criação de protocolo de transparência

    •    formalização de código de conduta do STF

    •    possível atuação do CNJ ou do próprio Supremo

Impacto Prático

O movimento pode:

    •    ampliar exigências éticas para ministros

    •    aumentar transparência institucional

    •    influenciar julgamentos envolvendo partes privadas

    •    estabelecer precedente para outros tribunais

    •    pressionar por regulamentação formal de conduta

FONTE

Estadão / declarações do presidente da OAB-SP após reunião da Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário

🔎 ANÁLISE VÍNDICE

O caso envolve potencial conflito entre independência judicial e transparência institucional.

A eventual aceitação de voos privados por ministros pode gerar questionamentos sobre imparcialidade, especialmente quando há processos envolvendo financiadores da viagem.

Mesmo sem imputação de irregularidade, o risco institucional reside na aparência de conflito de interesses, elemento relevante no direito público e na ética judicial.

A proposta da OAB-SP indica tentativa de criação de um código formal de conduta para o STF, atualmente inexistente em modelo específico para ministros da Corte.

Se houver investigação pela PGR, o precedente pode:

    •    padronizar regras éticas para tribunais superiores

    •    ampliar dever de transparência de ministros

    •    influenciar julgamentos sobre suspeição

    •    reforçar controle institucional externo

Consequência prática: o tema pode resultar na criação de regras formais para conduta de ministros do STF e ampliar o escrutínio público sobre relações com partes privadas.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!

Deixe um comentário

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e a Política de Privacidade e os Termos de Serviço do Google podem ser aplicáveis.