STF - Supremo Tribunal Federal

Defensoria Pública da União diz que Moraes violou Constituição ao negar que acusado no STF escolhesse o próprio advogado

  • 17.Abr.2026 - 23:48

  • /
  • Redação - Víndice

Defensoria Pública da União diz que Moraes violou Constituição ao negar que acusado no STF escolhesse o próprio advogado
Órgão sustenta violação ao direito de escolha da defesa técnica e ausência de intimação prévia do acusado antes da nomeação institucional

O pedido formulado pela Defensoria Pública da União para anular decisão do ministro Alexandre de Moraes recoloca no centro do debate jurídico temas estruturais do processo penal: ampla defesa, contraditório e liberdade de escolha do defensor.

Segundo informações divulgadas, a controvérsia envolve a nomeação da DPU para atuar na defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor vinculado ao Tribunal Superior Eleitoral, acusado em ação penal de vazar conversas entre integrantes do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal.

Na petição, a Defensoria sustenta que a nomeação ocorreu de forma sumária, sem prévia intimação pessoal do acusado para constituir novo advogado de sua confiança. O órgão cita dispositivos constitucionais, normas do Código de Processo Penal e tratados internacionais de direitos humanos que asseguram ao réu o direito de ser defendido por profissional escolhido livremente, sempre que possível.

Também argumenta que não constariam nos autos diligências suficientes para localização do acusado antes da designação compulsória de defesa pública.

Do ponto de vista jurídico, a nomeação de defensor dativo ou público em substituição pode ser legítima em hipóteses emergenciais ou quando o réu não é localizado, mas depende da observância de requisitos formais previstos em lei.

🔎 ANÁLISE VÍNDICE

O caso transcende o processo específico e alcança garantias universais do sistema penal. A forma como o Estado substitui defesa privada por pública é tema sensível porque toca diretamente legitimidade do julgamento.

Se o STF entender que houve falha procedimental relevante, atos posteriores podem ser questionados ou renovados. Se validar a medida, reforçará interpretação mais pragmática para evitar paralisação processual.

No plano sistêmico, o episódio reacende cobranças por rigor formal especialmente em processos de alta exposição pública.

Na prática, a discussão não é apenas quem defende o acusado, mas se o procedimento respeitou plenamente o direito de escolha e o devido processo legal.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!

Deixe um comentário

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e a Política de Privacidade e os Termos de Serviço do Google podem ser aplicáveis.